Saudade... na verdade lembranças do que nem aconteceu: deixou que restasse a vontade de que tivesse acontecido. O amor que foi dar um passeio e resolveu não voltar. A felicidade que certas vezes me enganou, sorridente. Angústia de querer tudo de volta e o sufoco de ter que esperar um dia de cada vez.
Erra-me um instante, e a paz não volta. Ansiosa desde que nasci. Tudo e nada, quero os dois. Parar e seguir. Espera, eu quero descer. Continua rodando, não espere por mim. Posso decidir não voltar. As palavras que fiquem. E os discursos sem sentido, prossigam.
Vou longe delirando. Frases sem fundamento. Minhas opiniões que se perderam também. A lá, tenho idéia do que possa ter acontecido. Fui tentar e errei. Tudo faz sentido, nesse mundo perdido. Não há necessidade de longas explicações. Prefiro tudo expresso. Pouca coisa. Palavra curta. Sentido inexistente. Daí aqui me perco, me refaço e me renovo. Sou uma coisa de cada vez ou tudo, de novo. Gosto da palavra tanto faz. É que não precisa explicar. Minha explicação está aqui. Nasceu agora, ou pouco tempo. Sempre existiu talvez.
Minha liberdade de expressar aquilo que desconheço. E adoro. Fingir, iludir. Não sou 1% do que aparento. E espero... Não preciso refazer um traço sequer daquilo que escrevi. É só pro tempo passar. E se tivesse algum sentido, serviria só para o meu entender. Nem quero explicar. Já disse? Desgosto de explicações.
Não é passar o que não sou. Tanto faz o que pensar. Eu só queria escrever hoje.
Um comentário:
Não conhecia seu blog. Mais confesso que fiquei aqui tempo de mais lendo posts antigos e me identificando com eles. Parabéns! Não deveria ter parado!
adorei!
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