Sabe, Zé... sou de looonge perfeita. É verdade! Vish, tenho que mudar muito... e como, né? Parar de reclamar um pouco, ver a vida de outro modo que é pra não reclamar mesmo né? Mas sabe o que é? Ver tantas pessoas mentindo, amigos brigando, uns falando mal dos outros; alguns reclamando da sua carinha fechadinha e feinha, só porque não estou afim de falar muito no dia. Aquela carinha que você mesmo detesta, sabe né Zé? É tão cansativo e triste. Perceber que as pessoas não são como diziam ser, e tudo mais. Ficar assistindo sozinha o espetáculo que é essa natureza, no seu jeitinho simples de ser e, perceber que no final sou a mais mal vestida da festa. É que eu não ligo não, sabe? Gosto de levar a vida da forma que eu levo... meio triste sim, mas é do meu jeitinho-inho, bonitinho e tristinho e cansadinho. Mas ela é minha, inteirinha minha, né? Abro espaço pra alguém e esse alguém deixa ela mais tristinha, daí resolvo levá-la sozinha. Sabe, né? Da nossa tristeza a gente entende. Mas daí, chegar alguém e deixar sua tristeza ainda mais triste, não dá não. Né, Zé?
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Nesse vai e não volta.
Não nasceu na época em que os casamentos eram arranjados. Ainda sim sabia valorizar o sentimento que deveria existir entre um casal. Até procurava nas pessoas, tentar entender o egoísmo natural do ser humano mesmo sendo uma tarefa cansativa. Ainda não sabia o quão doloroso era perder um ente querido. Mas com toda a certeza, sabia que era a pior dor do mundo. Não precisava viver mais do que já havia vivido pra saber que as pessoas são complexas e que é uma tarefa impossível tentar entendê-las. Cansou-se das pessoas, mas não de alguns lugares. Então decidiu viver tranquilamente, na sua alegria ou tristeza, mas a sós. E só.
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