quinta-feira, 17 de abril de 2014

Surto

Você que tá visitando o blog ou passa por aqui às vezes... não se assuste. Não sou depressiva e nem quero me matar; venho aqui escrever só para desabafar.

Antigamente eu costumava dizer o que eu sentia, o que eu pensava. Escrevendo ou dizendo de falar, dizer, bater os dentes e a língua. E tá voltando essa coisa de não saber o que fazer com o que se quer, não saber o que fazer com o que se tem. Por quanto tempo eu lamentei algo que acabou e eu não superei? Quanto tempo eu mastiguei, quanto tempo levou pra digerir e ainda não digeriu. Nem tomando plasil. Um dimenidrinato resolve, talvez, porque gera náusea também. Ninguém entenderia. E mais. Sentir que isso é abrir mão daquilo que se tem, porque não há uma forma sequer de voltar atrás. Porque não existe um 'atrás'. Acabou, acabou. As pessoas dizem que eu sou diferente, que elas gostam do meu jeito diferente. Mas a verdade é que ninguém entende. E nem sei se gostam mesmo. Eu sou estranha, tenho gostos estranhos; tenho atitudes estranhas. Se eu dissesse as coisas que me vem a cabeça, diriam 'ela é louca'. "Filho, não converse com ela, ela é louca." A verdade é que tenho pensamentos verdadeiros demais e olhos abertos para cores de forma a compreender e sentir diferentes intensidades e contemplar paisagens de forma única. E gostar das artes, da dança, da música, do cheiro, do gosto, do sentir o afeto. Eu preciso extravasar. Não beber, nem fumar. Um sentimento de ser eu mesma, eu não tenho retorno. Digo que as pessoas não me entendem porque elas não parecem ligar para o que eu digo. Daí nem dá vontade de conversar mesmo. Mas às vezes eu tô ligada no 220v e falo pra quem quiser e quem não quiser ouvir. Outras vezes eu tô assim. A notícia boa é que passa, né? A verdade é que sou ansiosa demais para esperar o que vai acontecer. Eu espero na verdade compreensão. Foda-se se não concorda. Preciso de carinho e de palavras do tipo 'eu entendo você, coisas desse tipo são normais' e conta de uma experiência, me dá atenção. Sério, você pode achar 'ai que mimada', mas as pessoas precisam de carinho mesmo quando estão fazendo charme. Ai mame, como traz paz falar com você. Que vontade de escrever e chorar e escrever e chorar e falar e colocar pra fora o que eu realmente queria dizer e acabar com o inacabado porque isso corrói e cara, passou do instante em que eu escrevo bonito pro instante 'ninguém vai ler essa merda, pra quem eu to escrevendo bonito?'. Acho que sabe por que eu não reclamo? Porque sei que ninguém merece a infelicidade, a insatisfação, a negatividade das pessoas. Daí a gente guarda assim mesmo. Tem gente quem nem escreve. Tem gente que se mata. Tem gente que se droga. Tem tudo quanto é gente. A verdade, entre tantas e poucas que eu disse e ainda não disse é que não quero me sentir presa em uma casa, relacionamento, escritório, cubículo. Quero ser livre no amor, na felicidade e na satisfação plena. Em outras palavras: ser realizada na esfera profissional e pessoal dessa vida. É o que tem pra hoje, é o que tenho pra sempre.
A verdade, é que a verdade sempre será diferente das diferentes verdades que cada pessoa tem como verdade. :)
E some e cura e rasga e cicatriza e sangra e viu? passou.

domingo, 30 de outubro de 2011

Let me go home


"Ahh Home. Let me come home
Home is wherever I'm with you."

Edward Sharpe & The Magnetic Zeros - Home 


Tenho me decidido. Ficar sóbria, fazer academia, voltar a ser cria, deixar meu curso, fazer cursinho, pensar, te achar idiota, querer você de volta, ligar para os meus pais, não ligar, querer conversar, não querer. Saber de você, te esquecer. Andar, correr, pegar o carro, sair. Viajar, viajar. Viajar e viajar de novo. Parar de respirar, correr, conversar, ficar quieta. Xingar e parar de xingar. Fazer algo e não querer mais o que eu queria há pouco. E com essa frase grande, não me decido mais.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A arte de servir




















Não sou feia. Mas descobri que não sou bonita também. E isso é muito triste, e não estou falando de academia nem cirurgia plástica. 


terça-feira, 27 de setembro de 2011

"ponto"

Espere até entrar na faculdade.

domingo, 11 de setembro de 2011

Andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo, há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo. Caio Fernando Abreu


Nota: não acredito na dor do amor à pessoa que vive como sendo maior que a dor da morte da pessoa que você mais amou a vida toda. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

To be.

Por mais estranho que lhe pareça, é essa tendência negativista que me faz olhar o mundo de uma forma mais bela, de um jeito meu de querer. É uma coisa de querer e desquerer num desgostar e ter vontade que me faz parar pra prestar atenção nos detalhes. É aquela cor da árvore que você não reparou. Os olhares tristes que você nem percebeu. Cansei de me pensar e me refletir porque assim? Num jeito compaixivista de compaixão. Intrusa até, ninguém lhe deve explicações. Mas fica naquela de que todos merecem sorrir pelo menos uma vez ao dia, mas me refiro ao sorriso sincero. Ou não. Será apaixonado? Talvez eu queira dizer apaixonado. Todo mundo merece aquele olhar verdadeiro, não do apaixonado. Eu vivo dizendo que era feliz, mas acabo esquecendo de viver e a vontade vai ficando por aí à vontade. É que a gente quer pra agora, ? E eu queria pra agora. Daí eu você diz: tentar ou não tentar? Prefiro assim, e nessa de tentar vou tentando não tentar.

“Ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, angústia, duas décadas de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, ,veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.”

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vazio.

Não é vazio, tão vazio, daquele vazio sem nada, sabe?

É aquele vazio de saudade dos pais. Do irmão que quase nunca brigou com você.
Eu não digo que morro, porque não morro. Mas é quase isso. Eu me torno cada dia menos eu, com a falta dos meus pais. Como pode alguém 'se acostumar com a ausência' depois de 18 anos ao lado das únicas pessoas que você sabe que pode contar?
Ninguém é perfeito, tem pais que pedem indiferença. Mas meus pais não.. eles são os melhores e eu os amo demais. 

Eu não gosto de dizer. Não há necessidade. Ninguém precisa ouvir. Todo mundo sente falta de algo. Algum dia temos que aprender a lidar com a ausência. 

- não é fácil.