quinta-feira, 8 de setembro de 2011

To be.

Por mais estranho que lhe pareça, é essa tendência negativista que me faz olhar o mundo de uma forma mais bela, de um jeito meu de querer. É uma coisa de querer e desquerer num desgostar e ter vontade que me faz parar pra prestar atenção nos detalhes. É aquela cor da árvore que você não reparou. Os olhares tristes que você nem percebeu. Cansei de me pensar e me refletir porque assim? Num jeito compaixivista de compaixão. Intrusa até, ninguém lhe deve explicações. Mas fica naquela de que todos merecem sorrir pelo menos uma vez ao dia, mas me refiro ao sorriso sincero. Ou não. Será apaixonado? Talvez eu queira dizer apaixonado. Todo mundo merece aquele olhar verdadeiro, não do apaixonado. Eu vivo dizendo que era feliz, mas acabo esquecendo de viver e a vontade vai ficando por aí à vontade. É que a gente quer pra agora, ? E eu queria pra agora. Daí eu você diz: tentar ou não tentar? Prefiro assim, e nessa de tentar vou tentando não tentar.

“Ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, angústia, duas décadas de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, ,veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.”

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