Você que tá visitando o blog ou passa por aqui às vezes... não se assuste. Não sou depressiva e nem quero me matar; venho aqui escrever só para desabafar.
Antigamente eu costumava dizer o que eu sentia, o que eu pensava. Escrevendo ou dizendo de falar, dizer, bater os dentes e a língua. E tá voltando essa coisa de não saber o que fazer com o que se quer, não saber o que fazer com o que se tem. Por quanto tempo eu lamentei algo que acabou e eu não superei? Quanto tempo eu mastiguei, quanto tempo levou pra digerir e ainda não digeriu. Nem tomando plasil. Um dimenidrinato resolve, talvez, porque gera náusea também. Ninguém entenderia. E mais. Sentir que isso é abrir mão daquilo que se tem, porque não há uma forma sequer de voltar atrás. Porque não existe um 'atrás'. Acabou, acabou. As pessoas dizem que eu sou diferente, que elas gostam do meu jeito diferente. Mas a verdade é que ninguém entende. E nem sei se gostam mesmo. Eu sou estranha, tenho gostos estranhos; tenho atitudes estranhas. Se eu dissesse as coisas que me vem a cabeça, diriam 'ela é louca'. "Filho, não converse com ela, ela é louca." A verdade é que tenho pensamentos verdadeiros demais e olhos abertos para cores de forma a compreender e sentir diferentes intensidades e contemplar paisagens de forma única. E gostar das artes, da dança, da música, do cheiro, do gosto, do sentir o afeto. Eu preciso extravasar. Não beber, nem fumar. Um sentimento de ser eu mesma, eu não tenho retorno. Digo que as pessoas não me entendem porque elas não parecem ligar para o que eu digo. Daí nem dá vontade de conversar mesmo. Mas às vezes eu tô ligada no 220v e falo pra quem quiser e quem não quiser ouvir. Outras vezes eu tô assim. A notícia boa é que passa, né? A verdade é que sou ansiosa demais para esperar o que vai acontecer. Eu espero na verdade compreensão. Foda-se se não concorda. Preciso de carinho e de palavras do tipo 'eu entendo você, coisas desse tipo são normais' e conta de uma experiência, me dá atenção. Sério, você pode achar 'ai que mimada', mas as pessoas precisam de carinho mesmo quando estão fazendo charme. Ai mame, como traz paz falar com você. Que vontade de escrever e chorar e escrever e chorar e falar e colocar pra fora o que eu realmente queria dizer e acabar com o inacabado porque isso corrói e cara, passou do instante em que eu escrevo bonito pro instante 'ninguém vai ler essa merda, pra quem eu to escrevendo bonito?'. Acho que sabe por que eu não reclamo? Porque sei que ninguém merece a infelicidade, a insatisfação, a negatividade das pessoas. Daí a gente guarda assim mesmo. Tem gente quem nem escreve. Tem gente que se mata. Tem gente que se droga. Tem tudo quanto é gente. A verdade, entre tantas e poucas que eu disse e ainda não disse é que não quero me sentir presa em uma casa, relacionamento, escritório, cubículo. Quero ser livre no amor, na felicidade e na satisfação plena. Em outras palavras: ser realizada na esfera profissional e pessoal dessa vida. É o que tem pra hoje, é o que tenho pra sempre.
A verdade, é que a verdade sempre será diferente das diferentes verdades que cada pessoa tem como verdade. :)
E some e cura e rasga e cicatriza e sangra e viu? passou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário